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Um texto sobre perder, mudar… e finalmente começar a viver.
Postado por TheMinuMaster — direto de um quarto temporário, entre incertezas… e uma leveza que eu não sentia há anos.
Nesses últimos dias tenho revisto meus posts do RGT, desde o primeiro lá em 31 de outubro de 2025, quando eu ainda morava no RS. Já se passaram 5 meses… tu lembra dele?
Na época eu comentei que tinha receio de conversar online. No fundo, meu maior medo era parecer ridículo… ou pior, ser ignorado por isso.
Pra tentar quebrar isso, resolvi falar sobre a importância da pirataria na minha vida. Passei duas noites escrevendo aquele texto. Mesmo sendo o primeiro, eu já queria mostrar quem eu era, então abri o coração sem segurar muito.
Antes de postar, fiquei alguns minutos relendo tudo. Uma, duas, várias vezes… até aceitar que já estava na hora.
Eu não sabia se alguém sequer ia ler. Mas ainda assim, fui lá e postei.
E vou te dizer… clicar naquele botão foi um alívio.
Nos primeiros minutos, bateu aquela ansiedade pelo feedback. Mas junto com isso, veio uma sensação estranha de leveza… como se eu tivesse tirado um peso das costas.
E pra minha surpresa, fui recebido de um jeito que não esperava: gente amigável, gente de boa… como se já me conhecessem.
Revendo tudo, o texto que mais aquece meu coração é o Dezembro da Nostalgia. Foi ali que falei sobre jogos se tornarem um segundo lar… e, sem perceber, acabei escrevendo minha primeira despedida do RS, do meu quarto e de tudo que eu prezava.
Mesmo ainda estando lá, eu já sentia saudade. Saudade do clima, do vento, da música, dos parentes, dos amigos… de tudo. Era como se uma parte de mim já soubesse que aquilo estava ficando pra trás.
É por isso que ele é meu texto favorito. Porque foi onde mais coloquei meu coração. Toda vez que eu releio, sinto tudo de novo — como se estivesse ali, olhando pra rua pela janela, com as luzes de Natal piscando, a rádio local tocando música campeira e o vento bagunçando o cabelo.
Eu já sabia que seria difícil superar aquele texto. Fiquei tão satisfeito com o resultado que nem esperei a data que tinha planejado — simplesmente postei antes.
Depois dele, posso dizer que o texto que escrevi pra entrar na Guilda dos Escritores ficou no mesmo nível. Ali não tinha imagem, nem gif, nem música… era só texto. Mas era eu, de verdade. Foi onde coloquei uma parte importante de como eu vejo o mundo, principalmente essa ligação entre o real e o digital.
Demorei um tempo até escrever meu primeiro artigo. E quando escrevi, sobre o fim de uma jornada, vejo aquele texto como meu penúltimo adeus. Um adeus ao meu eu dos últimos cinco anos. Admito que joguei no seguro ali, fiz algo mais simples… mas ainda assim, tinha muita coisa de mim naquele texto.
E antes que eu esqueça, uma menção honrosa ao meu segundo post, sobre as mídias físicas.
Foi ali que comecei a sentir que valia a pena continuar escrevendo — muito por causa do incentivo do Thumbsdown e do Mr Yesterday.
Eu sempre tenho ideias sobre o que escrever, e costumo anotar essas ideias pra não perder.
Mas o jeito como eu realmente crio meus textos é diferente: eu deixo a ideia ali, quieta, cozinhando na cabeça por dias.
Em algum momento, a introdução simplesmente se forma sozinha. E é só aí que eu começo a escrever de verdade.
Geralmente é de noite, no silêncio do meu quarto. Às vezes eu paro um pouco e olho pela janela, só pra aliviar o clima e respirar antes de continuar.
Quando começo, vou direto. Escrevo sem parar, esqueço o tempo e fico completamente focado no texto, como se nada mais existisse.
Tem uma coisa que sempre acontece enquanto eu escrevo: eu fico com um sorriso bobo no rosto.
E claro… a música.
Eu sempre escrevo ouvindo alguma coisa, seja pra entrar no clima ou só pra deixar o ritmo fluir melhor. E a música que fica no final do post nunca é por acaso — ela é sempre a última que eu escuto antes de clicar em postar.
No Dezembro da Nostalgia, por exemplo, foi Last Christmas. Uma música sobre superação e amadurecimento… que encaixou perfeitamente com tudo que eu tava sentindo ali.
Como comentei antes, não estou mais no Sul. Agora estou no centro, vivendo em um hotel, esperando o momento de finalmente ir para um apartamento.
Me sinto como um pássaro na gaiola. Imagina um gaúcho campeiro, acostumado com campo aberto, vento no rosto, liberdade… preso entre quatro paredes.
Mas não é só o espaço. É a incerteza. O imprevisível. Esse tipo de coisa enlouquece até o mais calmo dos baguais.
Mudanças assim batem forte. É como se uma parte importante de mim tivesse ficado lá, como se meus últimos anos de vida estivessem espalhados pelo mapa. Dá uma sensação estranha, dessas que te fazem parar e pensar em tudo.
E eu pensei. Pensei muito. Sobre quem eu sou, sobre quem eu fui.
No meio de março, fiquei doente do nada. Fraco, tossindo sem parar. E aquilo acompanhava tudo que tava acontecendo por dentro também.
Março inteiro foi assim. Um mês pesado… mas necessário. Foi ali que veio a virada de chave.
Não foi algo instantâneo. Começou como um clique… e, aos poucos, foi se transformando em algo maior.
Desde o início de abril, eu me sinto mais leve. Ainda não completamente… mas diferente.
Percebi que consigo mudar coisas em mim que eu sempre achei que eram fixas.
Principalmente o fato de ser fechado. Durante muito tempo, eu me afastei das pessoas, evitei conexões, preferi ficar na minha.
Mas hoje… eu me vejo diferente. Mais aberto, mais leve, mais disposto a sentir.
Eu ainda sou eu.
Mas já não sou mais o mesmo.
Hoje, eu posso sentir sem medo.
Antes, eu era fechado pro mundo. Mesmo quando o mundo parecia querer se aproximar, eu me afastava. Hoje, isso mudou.
Não foi algo da noite pro dia. Foi aos poucos. Eu pensei muito sobre isso, questionei se era real ou só coisa da minha cabeça… mas não era. Ainda bem que não larguei isso de lado.
É como se aquela alegria simples tivesse voltado. Aquela coisa meio boba, de criança, onde tudo parece mais vivo, mais interessante.
Isso aparece nas pequenas coisas. Quando escuto música e acabo cantando junto sem nem perceber. Quando repito a mesma música várias vezes e ainda assim não canso.
Posso assistir Dr. House e me pegar emocionado com uma cena. Posso ver animes novos da temporada — coisa que eu não fazia há anos — e sentir aquela curiosidade de novo. Posso jogar aqueles jogos que sempre gostei… e perceber que eles nunca foram só jogos.
Tudo isso voltou a ter peso.
É uma sensação calma. Daquelas que parecem simples, mas que dizem tudo… como olhar pro horizonte e sentir o vento passar de leve no rosto.
E, pela primeira vez em muito tempo… eu tô deixando isso acontecer.
Hoje, eu gosto mais de quem eu sou.
Essa última temporada foi intensa. Muita coisa aconteceu em pouco tempo… mais do que eu esperava, mais do que eu achava que conseguiria lidar.
Não foi perfeito. Longe disso. Mas, olhando agora, eu entendo que tudo isso teve um papel.
Cada erro, cada momento estranho, cada fase difícil… tudo me trouxe até aqui.
E, no meio de tudo isso, veio uma leveza que eu não sentia antes.
É por isso que eu sinto orgulho dessa caminhada.
Se esses últimos anos foram uma temporada… então o tema foi derrota.
Eu perdi. E perdi várias vezes.
Por muito tempo, menti pra mim mesmo dizendo que não era nada… mesmo sendo tudo.
Isso me enfraqueceu.
Mas também me trouxe até aqui.
E talvez seja isso que mais importa.
Essa temporada termina agora.
A próxima?
Eu ainda não sei qual vai ser.
Mas, dessa vez… eu não vou só passar por ela.
Eu vou viver.
TheMinuMaster 
Temporadas | Amadurecimento | Vida
What if I say that I will never surrender?
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